22 jan

Por Giovana Marques

Um jardim rústico, lençóis brancos estendidos e uma fonte. Este foi o cenário do desfile de alta-costura da Chanel, um resgate à adolescência da fundadora da marca. As modelos desfilaram em uma réplica do orfanato onde Coco morou dos 12 aos 18 anos, em Aubazine, na França. Além de aprender a costurar, foi de lá que mademoiselle tirou a inspiração para a sua famosa logo e o frasco do Nº5.

Disciplina para se libertar. Esta é a essência da apresentação de alta costura da Chanel. Foto: Corey Tenold

Captando essa essência, Virginie Viard levou à passarela looks que remetem à vida escolar, à disciplina. Sapatos de verniz preto com meia soquete branca, tweed, midis e compridos e cores sóbrias dominaram.

Apesar da seriedade, a partir da metade do desfile uma boa parte dos looks apresentava transparência, cintura marcada, fendas, saias armadas e babados, quase como quem diz “estamos, com o tempo e esforço, ficando cada vez mais livres e confiantes”.

Trabalho de essência

Aliando símbolos e marcas registradas da casa com o frescor do novo, Viard deixa claro o respeito pela austeridade da label, mas se dedica em suavizar essa natureza (leveza, muitas vezes, é construída com trabalho, pesquisa e percepção).

É preciso considerar a mulher de hoje: menos amarrada mas forte e dinâmica, em constante movimento.

Talvez os lençóis brancos recém-lavados do cenário sejam um recado. É hora de refrescar, de borrifar novos perfumes e manifestar a sua potência. E não existe melhor momento que a primavera para isso.

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