17 out

Por Giovana Marques

Desinibido, fantasioso e crítico são alguns dos adjetivos que cabem ao desfile da ÃO, que passou pelo Projeto Estufa. A label de Marina Dalgalarrondo desenvolve novas possibilidades de modelagem, algo pouco explorado até então neste SPFW. Recortes não convencionais, vinil, silhuetas revisitadas e outras várias criações de shapes respondem à pergunta de “o que mais pode surgir na Moda?”.

Modelos com cara de falsa felicidade deixaram clara a crítica às construções que ainda permeiam muitos desfiles e imagens de Moda. Foto:ÃO/ReproduçãoInstagram

Não convencida em apenas atender esses questionamentos, a ÃO dá exemplo não apenas no que inovar, mas como (com diversidade em seu casting e crítica aos padrões).

Os excessos ou compressões dos looks foram pensados para questionar a anatomia dos corpos. Modelos com cara de falsa felicidade deixaram clara a crítica às construções que ainda permeiam muitos desfiles e imagens de Moda. No fim das contas, ninguém é feliz com tantas amarras.

O efeito molhado de algumas peças, os enrugados, as linhas assimétricas, babados exagerados… tudo já foi visto pela Moda mas é fresco. A combinação funciona e excita, anima os olhos.

De volta para o futuro

Em um look, chama a atenção o uso de duas saias estruturadas, que recordam as crinolinas, estruturas usadas debaixo de vestidos vitorianos para dar volume. A armação, que surgiu no século XIX, foi motivo de sátira pelo abuso de tamanho, bem como ainda acontece atualmente.

Revisitar para transformar e contestar. É esta uma das mensagens passadas pela ÃO nesta temporada.

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