08 set

Por Zeinab Bazzi

Quando o dia inesperadamente se tornou noite em São Paulo, devido às queimadas na Amazônia, o editor Juliano Corbetta selecionava imagens para a Samba Zine, a sua mais nova publicação. O projeto, que surge em um governo marcado por descaso e insensibilidade a pautas sociais e ambientais, tem como foco retratar personagens nacionais LGBTQIA+.

A produção também é feita por profissionais da comunidade.

Samba Zine

Uma das imagens feitas pelo fotógrafo Pedro Pereira para a revista manifesto

“Samba é um manifesto visual,” conta Pedro Pereira, fotógrafo que participou do projeto, à Vogue. “Ela documenta a cultura queer no Brasil agora, e nesse momento de calamidade política, eu acho que nos dá alguma esperança. A Moda, e uma pitada de sensualidade, nos dá a fantasia que precisamos nesses dias escuros”, explica.

A periodicidade da revista é semestral e, nas 200 páginas da primeira edição, não há publicidade tradicional. Ao invés da clássica divulgação, as marcas patrocinadoras, como Luxottica e Mash, deram seus produtos em troca de destaque nas fotos.

Outra empresa que apoiou o trabalho foi a Fiever, que doou todo o lucro proveniente dessa ação para a Casa 1, centro de acolhimento a pessoas LGBTQIA+ em São Paulo.

Fantasia com luta

O propósito da Samba Zine é trabalhar Moda com otimismo. O sorriso e leveza são evidentes nas imagens com a cantora Liniker e o ator ator Pedro Alves.

“Sou um homem gay, tenho 40 anos, e reconheço que estou numa posição de privilégio,” diz Corbetta. “Quero que as crianças desse país vejam que há uma comunidade. Quero que se sintam inspiradas e abraçadas. Que saibam que estamos aqui, quando estiverem ouvindo discursos de ódio do governo”, finaliza.

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